
-bom dia?
-bom dia.
[...]
era o que esperava ouvir depois de uma curta, gélida e desagradável noite de sono.
saí do trabalho sexta-feira à noite, véspera de feriado, e resolvi visitar a casa de uns amigos. cheguei e eles estavam sentados, um sem olhar para o outro, com uma certa expressão de desdém mútuo. fiquei sem entender, mas tudo bem.
ela foi para o quarto e nós ficamos conversando sobre qualquer coisa que dava na telha, sem muito se preocupar com horários e afins.
jogamos mais uma dúzia de palavras fora e depois ele foi para quarto e eu fiquei por ali mesmo, no velho e desconfortável sofá.
[...]
-bom dia?
-bom dia.
-e aí, como foi a noite?
-foi legal. nós fizemos as pazes, sabe como é, né?
-imagino.
-e você?
-o quê?
-como foi a noite?
-ah! não foi a melhor noite da minha vida porque...cara, por deus, esse sofá é horrível!
rimos por alguns instantes.
[...]
depois de um café amargo com um pedaço de torta ele, sem muito hesitar a minha presença, fez algo que eu não aprovo nem nas mais críticas situações: acendeu um cigarro.
nada pude fazer senão me espantar com aquela atitude com tão pouca atitude, o que foi logo traduzido por uma expressão que saltou de minha boca como uma bala:
-que porra é essa?!
ele tentou fazer parecer como se fosse a coisa mais normal do mundo, mas (in)felizmente eu não consigo aceitar que estou perdendo o meu melhor amigo para esse vício cretino.
[...]
muito pensei antes de publicar este texto. pensei em não ocultar a sua profunda beleza, até perceber que não há nada de belo nisso tudo.
ps. odeio cigarros!
-bom dia.
[...]
era o que esperava ouvir depois de uma curta, gélida e desagradável noite de sono.
saí do trabalho sexta-feira à noite, véspera de feriado, e resolvi visitar a casa de uns amigos. cheguei e eles estavam sentados, um sem olhar para o outro, com uma certa expressão de desdém mútuo. fiquei sem entender, mas tudo bem.
ela foi para o quarto e nós ficamos conversando sobre qualquer coisa que dava na telha, sem muito se preocupar com horários e afins.
jogamos mais uma dúzia de palavras fora e depois ele foi para quarto e eu fiquei por ali mesmo, no velho e desconfortável sofá.
[...]
-bom dia?
-bom dia.
-e aí, como foi a noite?
-foi legal. nós fizemos as pazes, sabe como é, né?
-imagino.
-e você?
-o quê?
-como foi a noite?
-ah! não foi a melhor noite da minha vida porque...cara, por deus, esse sofá é horrível!
rimos por alguns instantes.
[...]
depois de um café amargo com um pedaço de torta ele, sem muito hesitar a minha presença, fez algo que eu não aprovo nem nas mais críticas situações: acendeu um cigarro.
nada pude fazer senão me espantar com aquela atitude com tão pouca atitude, o que foi logo traduzido por uma expressão que saltou de minha boca como uma bala:
-que porra é essa?!
ele tentou fazer parecer como se fosse a coisa mais normal do mundo, mas (in)felizmente eu não consigo aceitar que estou perdendo o meu melhor amigo para esse vício cretino.
[...]
muito pensei antes de publicar este texto. pensei em não ocultar a sua profunda beleza, até perceber que não há nada de belo nisso tudo.
ps. odeio cigarros!

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